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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Acordar!


ACORDAR!
um dia vou acordar,
vou acordar morto.
Morto de viver a pasmar,
a rastejar louco e efemero.
como um palerma mero
desencatando apanhado e tonto.

Numa vagareza de alma -louco.
Simples simplesmenteriedade plena,
que querer acordar pá vida serena.
Sair do verso quente apenas,
apenas um conto. Acordar,

Há dias:

ha dias em q temos de dar lugar,
á dor, o espaço q era d amor
esbarra para um tipo de rancor,´
forte como a morte.

um desleixo imortal,
de quem cai degrau a baixo,
e se fica no seu mal,
deixando a arder o faixo,
da desgraça é o que acho.

que é uma morte
plena de estabilidade,
tristeza viva que se fica.
caindo suavemente pelo vazio,
esvaziando, caindo, andando,
para o chão, largado da mão.



Ruben do Carmo