
sabeis vós, o que tenho:
tenho dias que corro e que canto,
andares suados em que reflecto o encanto.
Percorreria qualquer floresta pela Cruzada
da Vida, pelo prazer do Canto
feroz, levada de prazer numa luta inacabada
Nunca acabada, que na mão do mundo segue levantada
Percorro há sete dias,
raivoso e tenebroso,
como a leoa pelas suas crias.
Feroz como amante mais amoroso,
capaz de tudo, impressionando cada Canto,
onde suavemente espalho encanto.
Nesta luta da vida que não lhe vejo fim,
tenho dias de ouro e outros assim-assim.
Caminho Caminhando duro pela levada da vida,
corro saltitando para não esbarrar na frida.
de quem á muito percorre,
e sabe o erro em que ocorre.
Não fosse eu assim,
um vulgar observador,
do que digo para mim
e ás coisas dá o seu valor.
caracterizo com suave cor,
coisas de paz e amor.
Passo dias mais escuros,
ralho e malho por olhares seguros,
poder ver paz em todos segundos,
que nem pela conquista de novo mundos
cansados fartos ficamos,
não fosse apenas pelos que mais amamos.
Numa alma pequena que sempre se fica,
rugas e rasgos que marcas deixam,
Recordação forte que fortemente a alma pica.
marcados ficamos, marcados andamos.
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